Advergame como estratégia de marketing digital

Já ouviu falar em advergame? Se já, bacana…. se não, discordamos. Apostamos que sim. Quem nunca ouviu ou viu os famosos FarmVille do Facebook ou o Colheita Feliz do Orkut? Para citar os mais conhecidos.

Temos “n” exemplos: Mafia Wars, it Girl, esses também do Facebook.  E por falar nele, uma das redes sociais com mais games atualmente, mais de 200 milhões de usuários jogam os social games. Aposto que todo  dia (você que tem perfil na rede social) já recebeu dezenas de convites dos amigos para um dos 19 jogos que eles oferecem. Sem contar os novos que surgem a cada dia.

Advergame vem da junção das palavras: AD (adversting = propaganda) e Game (jogos) . As marcas, sabiamente, tem se “apoderado” dessa mania nas redes e feito um trabalho de criar jogos com sua marca ou produto, ou inserir a marca no jogo, como a moeda verde na Colheita Feliz (ação da Kraft Food para o Bis Limão), fazendo com que  o usuário chame seus amigos para jogar, permitindo grande interação com a marca.

A grande proposta do Advergame é gerar experiência ao consumidor através de entretenimento na página da marca/produto ou em redes sociais que tenham a ver com seu público alvo. Por isso, para que o advergame tenha resultado satisfatório, como toda boa ação de marketing digital, deve ser discutido exaustivamente no planejamento. Em que se considera target, idade, resposta aos estímulos do jogo, buzz marketing e publicidade (informações espontâneas e grátis) entre outros  itens.

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A Importância de se reposicionar e se atualizar como marca

 

Por Tchelo Pereira*

Falar que as mídias sociais estão ganhando espaço é coisa do passado. Geolocalização, páginas corporativas, comunicação fulltime, diários online, busca por referências, novos contatos, network, namoro, enfim, o mundo virtual pode ser considerado um novo território, fazendo parte inerente do nosso cotidiano. Os meios fervilham informações sobre tudo isso, e existem ainda aqueles que não aderiram a esse novo mundo. Há um tempinho,  li no M&M que “essas novas mídias” são um buraco negro na nossa comunicação, que não sabemos um fim, e não podemos confirmar.”

Bom, analisando esses novos meios e as oportunidades e posicionamento de empresas no mercado, eu discordo do comentário que li. Pode ser até que seja febre momentânea, mas pense, o ICQ era febre e evoluímos pro MSN,  evoluímos pra Orkut,  pra twitter, face, foursquare, e não para por ai. Os mais despretensiosos diriam q é evolução tecnológica e blábláblá, eu digo que é evolução econômica. Se os meios mudam a população adere ao novo como se fosse camaleões, com isso, produtos e marcas também se adequam, afinal, ninguém quer perder consumidor, pelo contrário, esses meios geram oportunidades para buscar novos públicos, inclusive o interno, público base para um posicionamento forte. Sendo assim, entro no que venho pra falar: reposicionamento das marcas.

As marcas estão se atualizando de acordo com a necessidade do consumidor. Fato! Reposicionamento? Lógico, e mais que isso, são necessidades estratégicas para não perder o consumidor e a tira-colo tentar ganhar espaços e novos consumidores. Reposicionamento de marca é elaborar estratégias, balancear aspectos emocionais, aqueles que geram necessidade no consumidor, e o racional, que são os objetivos reais, o tangível. Isso é branding.

Reposicionar uma marca, vai além de criar uma nova identidade institucional, um logotipo. Reposicionar uma marca é 100% planejamento, da criação a estratégia, da exposição online a offline. É buscar inspiração e a sensibilidade do consumidor, virtudes dos produtos, objetivos da empresa, é verificar problemas, necessidades, tomar decisões. É unificar tudo em uma linha criativa e implantá-las.

Exemplos claros e recentes de reposicionamento de marcas são muitos: O Boticário, Topper, Starbucks e até mesmo a tão comentada marca da Lupo (que gerou um post a parte), são exemplos de que necessidade de venda e adequação ao público são fatores imprescindíveis.

Ai entra uma questão particular e bairrista. Um problema que sofremos e vale lembrar. Todos falam que o mercado do interior é excelente e rico mercado para ser explorado. Realmente a palavra certa é PARA SER EXPLORADO, tipo os bandeirantes quando chegaram no Brasil: Facão, a força e impondo. O mercado aqui não tem aceitação como todos dizem, o mercado é bairrista, é duro na queda. Empresas grandiosas com pensamento pequeno que acham que o certo é a política que trabalhou há 20 anos atrás, ou, forte influência de um passado recente que não aderiu ao novo. Empresas pequenas que surgem e aceitam o novo, nem sempre possuem o investimento necessário, ou preferem empresas familiares. Ai o que você faz? Vira um camaleão e aceita ser submetido a esse tipo de mercado ou busca um novo mercado que é tão grande quanto suas idéias?

Tchelo Pereira é Diretor de Criação  e Planner na Chilli Comunicação.