Como ficam as marcas na sociedade do espetáculo?


Tendo o livro  A Sociedade do Espetáculo, do filósofo e escritor  Guy Debord como ilustração do post e influenciador na linha de raciocínio, faremos uma breve análise da comunicação e sociedade nesse momento que vivemos.

Lançado na França em 1967 (44 anos atrás), o livro traz a visão de Debord sobre a sociedade e sua necessidade de aparecer:  “espetáculo” é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real.  No seu livro, Debord mostra que há uma inversão de valores, o espetáculo constitui (e forma) a realidade, e não o contrário: “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.”

Debord, Andy Wharol, George Orwell, Deleuze (entre outros autores), já previam anos atrás essa o comportamento e a super exposição do homem através dos meios de comunicação. Até o jornalismo não fica fora e cede ao apelo do “show.”  João Arbex Junior, aborda o assunto no livro: Showrnalismo – a sociedade como espetáculo.

Mas, analisando sobre o prisma da comunicação digital,  é fato que a rede social permite maior exposição possível (positiva ou negativa),  e podemos afirmar  que se não colocarmos um freio, a exposição será sem limites. É preciso olhar o homem como o nó que cria a rede e fazermos com que ele estabeleça e gere filtros dessa superexposição.

E onde entram as marcas nessa nova comunicação digital? As marcas (e as agências) devem avaliar até onde vale a pena estar ligado a essa sociedade do espetáculo. Quais os danos ou ganhos institucionais? Buzz a qualquer preço não é o adequado.

Um bom exemplo é o BBB 12 e o suposto estupro, a sociedade se mobilizou contra esse tipo de atitude em todas as redes. Não querem ver esse comportamento em rede nacional. Do lado da comunicação de marca, os patrocinadores  do programa começaram a repensar sua participação e os riscos.  Saiu a informação nas redes sociais que a Avon foi a primeira a retirar o patrocínio do programa, o que a marca negou dizendo que veicula comerciais durante o programa e não é patrocinadora. A verdade é que muitas das marcas patrocinadoras do programa começaram a questionar o patrocínio (segundo informação de bastidores), mas nenhuma retirou sua participação por enquanto.

Espero que o post seja o começo para que as empresas, marcas e agências se atentem ao que isso pode representar no nosso modelo de comunicação de marca. Se utilizarmos a comunicação para gerar bons modelos, o ponto será nosso.

PS: Sugerimos a leitura no site do Observatório da Imprensa, do artigo que Rodolpho Rafael Oliveira Santos faz do BBB12 como espetáculo.

 

 

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s